CEBROM - Centro Brasileiro de Radioterapia, Oncologia e Mastologia
SERVIÇOS

Radioterapia

 

Como Radioterapia funciona?

Radioterapia consiste no uso de várias formas de radiação para, de forma segura e efetiva, tratar câncer e algumas doenças benignas. A Radiação funciona através do dano ao material genético das células, limitando sua habilidade de se reproduzir. Quando as células cancerígenas danificadas morrem, o corpo naturalmente as elimina. Células normais também são afetadas pela radiação, mas, diferentemente das células doentes, são capazes de corrigir o dano. O médico Radioterapêuta desenvolve um plano ideal de tratamento para atingir a área tumoral, limitando a dose nos tecidos sadios adjacentes.

A indicação do tratamento com Radioterapia é feita pelo médico Radioterapêuta e o tratamento será feito de acordo com o objetivo a ser alcançado. Algumas vezes este objetivo é curar o câncer. Neste caso a radioterapia pode ser usada para:
-Destruir tumores que ainda não se espalharam por outras partes do corpo e curar a doença.
-Reduzir o risco de recidiva (retorno) do câncer após tratamento com cirurgia ou quimioterapia, eliminando pequenos grupos de células tumorais que possam ter persistido na região.
- Reduzir o tumor antes da cirurgia, facilitando o procedimento cirúrgico.
Em alguns casos, entretanto, o objetivo é apenas reduzir os sintomas causados pelo crescimento tumoral e melhorar a qualidade de vida do paciente. È então chamado de  tratamento paliativo. Quando a Radioterapia é usada com este objetivo, ela visa:
- Reduzir tumores que estejam afetando a qualidade de vida do paciente, por exemplo, em caso de tumores pulmonares causando falta de ar.
- Reduzir a dor provocada por lesões tumorais em diferentes áreas.
- Reduzir tumores que possam causar um grande impacto de vida num futuro próximo, como em casos de risco de fratura de ossos e de compressão de medula nervosa.
É importante saber de seu médico qual o objetivo do seu tratamento.
Alguns pacientes se preocupam se o tratamento com Radioterapia pode provocar outros cânceres. De fato o risco de se desenvolver um segundo câncer devido a Radioterapia é muito pequeno e para a maioria das pessoas a Radioterapia cura o câncer. Este benefício ultrapassa em muitas vezes o pequeno risco de um câncer tardio. Entretanto deve-se discutir com o médico todos os riscos e benefícios do tratamento radioterápico.

Radioterapia tem sido usada para tratar câncer com segurança por mais de 100 anos.
Equipe da Radioterapia

Um time de profissionais altamente qualificados estará envolvido no seu tratamento de Radioterapia. A equipe é liderada pelo Radio-Oncologista ou médico radioterapêuta que foi treinado e capacitado para usar radiação no tratamento do câncer.


Radio-Oncologista ou Médico Radioterapêuta

São os médicos responsáveis pelo tratamento e pelo paciente durante e depois do tratamento. O radio-oncologista é o responsável por fazer uma avaliação do paciente em consultório e indicar ou não o tratamento radioterápico. Também cabe ao médico prescrever qual o tipo de Radioterapia deve ser feita, a dose e o esquema do tratamento.
Este médico trabalha juntamente com outros membros de sua equipe para desenvolver o melhor e mais adequado plano de tratamento para cada paciente. Cabe ao médico também, garantir que o tratamento seja feito de maneira precisa e adequada diariamente.

O médico radioterapêuta fará revisões sistemáticas do paciente e deverá corrigir e adequar o tratamento quantas vezes se fizer necessário para garantir o tratamento do tumor ao mesmo tempo em que se minimizam os efeitos colaterais. Antes, durante e depois do tratamento radioterápico, o radio-oncologista vai trabalhar com outros médicos envolvidos no tratamento de cada paciente como, por exemplo, o médico oncologista.

Um radio-oncologista é o único profissional médico com treinamento e experiência para prescrever tratamentos de Radioterapia. Adicionalmente à faculdade de medicina, este profissional recebeu mais 3 anos de treinamento para se especializar em Radioterapia. O treinamento feito envolve o estudo dos diferentes tipos de câncer, o uso seguro de radiação para tratar estes tumores e o tratamento adequado dos possíveis efeitos colaterais causados pela radiação. Também é necessário que passem por avaliação do órgão regulamentador para poderem exercer a especialidade.


Enfermeira Dedicada

A enfermeira dedicada à radioterapia trabalha junto com o médico radioterapêuta e com os técnicos em radioterapia para cuidar do paciente e de seus familiares durante o tratamento. Ela é responsável por explicar novamente sobre os efeitos colaterais e a melhor forma de combatê-los. Deverá monitorar o paciente paralelamente ao médico e pode ajudar em casos de aparecimento de sintomas relacionados ao tratamento, bem como ajudar o paciente e os familiares a lidar com o tratamento e suas dificuldades.


Físico Médico

Físicos-médicos são profissionais com formação e / ou especialização em física médica. Vão trabalhar diretamente com o médico radioterapêuta durante o planejamento e na execução do tratamento. O físico médico é o responsável por calcular o que foi prescrito pelo médico e garantir que o tratamento seja feito de maneira adequada diariamente. Também são os responsáveis pelo controle de qualidade dos procedimentos e dos equipamentos usados. Fazem dosimetria e conferências do aparelho (acelerador linear), garantindo assim o adequado funcionamento do mesmo.


Técnico de Radioterapia

São os profissionais responsáveis pela administração diária do tratamento que foi prescrito pelo médico. Mantém seu registro diário de tratamento e regularmente checam os aparelhos para verificarem seu funcionamento adequado. Recebem treinamento adequado em radioterapia e são constantemente avaliados pelos físicos e médicos a fim de se garantir a qualidade do tratamento prescrito.

Tipos de Tratamento

O objetivo da Radioterapia é fornecer o máximo de radiação no tumor e matar as células cancerígenas  evitando danos aos tecidos sadios.

Existem várias formas de se tratar alguém usando Radioterapia. Dependendo da localização,  tamanho e tipo de tumor, o paciente pode receber um ou mais tipos ou técnicas de Radioterapia.
Radioterapia pode ser feita internamente ou externamente. Em tratamentos com Radioterapia externa é usada uma máquina que direciona Raios-x de alta energia para o tumor. Já a Radioterapia interna, também chamada Braquiterapia, envolve a colocação de fontes radioativas diretamente ou muito próximo à área tumoral.

 

Radioterapia Externa ou Teleterapia

Durante a RT externa, um feixe ou uma combinação de feixes de radiação é direcionado para a região tumoral, passando primeiramente pela pele, atingindo tumor e áreas adjacentes. Para minimizar os efeitos colaterais, o tratamento tipicamente é feito num esquema de uma sessão ao dia, cinco dias por semana por uma série de semanas. Isto permite aos médicos o tratamento do tumor enquanto as células sadias têm tempo para se recuperarem.

O feixe de radiação é usualmente gerado por um aparelho chamado Acelerador Linear. O Acelerador Linear é capaz de produzir raios-X de alta energia ou elétrons que são usados no tratamento do câncer. Através do planejamento computadorizado, sistemas de cálculos e blocos de proteção, é possível se controlar o tamanho e o formato dos feixes de radiação, como também a direção de entrada e saída destes feixes pelo corpo, de forma a tratar efetivamente o tumor e proteger os tecidos sadios.

Existem vários tipos de Radioterapia Externa. Alguns métodos são mais simples e outros mais sofisticados. Cabe ao médico recomendar qual o tipo de tratamento é necessário para o adequado e melhor tratamento do paciente. Alguns tipos de radioterapia externa são: Radioterapia convencional, Radioterapia Conformacional, IMRT, IGRT, Radioterapia estereotáxica, entre outros.

 

Radioterapia Convencional ou 2D

É a técnica de radioterapia externa que usa apenas as estruturas anatômicas como parâmetro para elaboração dos campos e da área a ser tratada. Geralmente o planejamento é feito no próprio Acelerador Linear e o médico confere a área a ser tratada ou pelo volume tumoral visível/ palpável clinicamente ou pelas estruturas ósseas visíveis na radiografia que é feita no Acelerador Linear. Como não existe a visão tridimensional das estruturas que devem ser tratadas, esta forma de Radioterapia não permite que se faça doses muito elevadas e também não permite a redução das margens de tratamento, o que traz como consequência o aumento de efeitos colaterais. É uma forma arcaica de tratamento, porém ainda muito usada em tratamentos paliativos.

 

Radioterapia Conformacional ou em Terceira Dimensão (3D)

Os tumores não são regulares. Eles aparecem em diferentes localizações, formatos e tamanhos. A Radioterapia Conformacional, ou 3D, usa o computador e técnicas de imagem, geralmente uma tomografia computadorizada, que vão mostrar o tumor e os tecidos adjacentes à região tumoral. O médico Radioterapêuta vai direcionar os raios e criar blocos com o intuito de modular o formato destes raios. Isto também pode ser feito através de um colimador de folhas que fica acoplado em alguns Aceleradores Lineares. Devido a este direcionamento e modulação dos raios consegue-se atingir os tecidos adjacentes à área tumoral com doses pequenas, permitindo a recuperação destes tecidos. É uma técnica de radiação que, comparada à Radioterapia Convencional, permite elevar a dose de tratamento dos tumores mantendo a segurança do tratamento.

IMRT – Radioterapia com Intensidade Modulada de Feixe

É uma forma especial e mais sofisticada de Radioterapia 3D que permite que a radiação seja exaustivamente modulada na forma mais exata do tumor possível. Com IMRT, o feixe de radiação pode ser  “quebrado”  em pequenos outros feixes e a intensidade de cada pequeno feixe pode ser ajustada individualmente. Usando IMRT é possível limitar mais ainda a quantidade de radiação recebida pelo tecido normal. Em algumas situações, o uso do IMRT permite também que se faça, com segurança, uma dose maior de radiação no tumor, potencialmente aumentando a chance de cura. IMRT já é empregada como forma de Radiação ideal para tratamentos de câncer de próstata e de cabeça e pescoço principalmente, mas é um método que exibe benefícios para o tratamento de qualquer tipo de tumor.

 

 

IGRT – Radioterapia Guiada por Imagem

Tumores podem se mover durante o tratamento devido às diferenças nos órgãos adjacentes como, por exemplo, bexiga cheia e vazia, respiração, etc. IGRT envolve Radioterapia Conformacional guiada por ultrassom ou radiografias ou mesmo tomografia feitas na sala de tratamento logo antes do tratamento ser efetuado diariamente. Radio-Oncologistas podem usar Radiação guiada por imagem, ou IGRT, para melhorar a irradiação de alguns tumores.
É um método moderno, de alta complexidade para planejamento e execução, apresenta vantagens em relação aos tratamentos conformacionais na maioria dos casos. Entretanto ainda é muito pouco acessível aos pacientes. Difícil execução e de muito alto custo.

Existem ainda outras técnicas modernas de Radiação com indicações específicas que somente são encontradas em centros super-especializados como Irradiação com feixes de Prótons ou com Nêutrons.

RADIOTERAPIA ESTEREOTÁXICA

É um tipo especial de Radioterapia Externa que usa radiação focal com o objetivo de atingir um tumor bem definido baseado em exames de imagem detalhados, planejamento conformacional (3D) e localização diária precisa para fazer um tratamento com acurácia extrema (ou seja, estereotáxica).

Existem tipos diferentes de Radioterapia Estereotáxica:
- Radiocirurgia estereotáxica à se refere a uma única dose de Radioterapia para tratar tumores cranianos (primários os metástases) ou da medula espinhal. Envolve no seu planejamento a participação da equipe de Radioterapia e de um Neurocirurgião.
- Radioterapia Estereotáxica Fracionada à se trata de um tratamento com planejamento e localização estereotáxica do tumor craniano, porém a dose de radiação que é feita é fracionada em tratamentos diários por uma série de semanas. Geralmente se opta por este tipo de tratamento quando o tumor é de localização muito próxima à tecidos normais importantes e sensíveis à radiação ou quando os tumores cranianos excedem o tamanho máximo permitido para Radiocirurgia com dose única.
- Radioterapia Estereotáxica Corporal à se trata de tratamento estereotáxico em dose única ou fracionada em qualquer outra localização do corpo, exceto crânio e medula espinhal. Feita apenas em alguns centros de tratamento.


As diferentes modalidades de Radioterapia Estereotáxica são melhores para tumores de tamanho pequeno. Os médicos usam exames de imagem para delinear a localização exata do tumor. Geralmente envolve o uso de máscaras, marcadores e/ou fixadores especiais para garantir a imobilização do paciente durante o tratamento. Estas técnicas permitem ao médico prescrever uma dose grande de radiação no tumor, com a máxima precisão e segurança possível, em um curto período de tempo.


A vantagem da Radioterapia Estereotáxica é tratar o tumor com a dose correta de radiação num curto período de tempo e acurácia extrema, minimizando o efeito nos tecidos normais circunjacentes. A desvantagem é que só pode ser usada para tumores pequenos e bem definidos que possam ser vistos em exames de imagem como tomografias ou ressonâncias magnéticas. Também só pode ser usada em casos selecionados.


Como são estes tratamentos estereotáxicos?

- usam um ou vários feixes de radiação
- Almejam tratar áreas pequenas e bem definidas com precisão
- Usam imobilizadores que limitam movimento durante o tratamento
- Fornecem altas doses de radiação de forma segura e acurada em um pequeno espaço de tempo.
- Indicados para:
                Tumores que iniciaram no crânio (gliomas ou outros tumores primários do cérebro)
                Metástases cerebrais
Tumores da meninge (membrana que cobre o cérebro) (meningeomas)
Tumores benignos do ouvido interno (neurinoma do acústico)
Vasos sanguíneos anormais no cérebro (Malformações Artério-Venosas – MAV)
Outros casos especiais com indicação para este tratamento.

 

RADIOTERAPIA COM ORTOVOLTAGEM

Tratamento usado para lesões superficiais (com pouca profundidade). Muito divulgado e usado em nosso meio para o tratamento preventivo de quelóides. Deve ser iniciada no pós-operatório imediato, antes de formada a cicatriz. Pode ser usado para o tratamento de lesões malignas superficiais de pele em alguns casos bem selecionados.

 

BRAQUITERAPIA

Braquiterapia é a colocação de fonte radioativa diretamente no tumor ou em área muito próxima ao tumor. A palavra braqui vem do grego e significa perto ou em curta distância. Durante a braquiterapia, fontes radioativas podem ser colocadas permanentemente (braquiterapia com semente) ou temporariamente, dependendo do tipo de câncer.
Existem dois tipos principais de braquiterapia: intracavitária e intersticial.
Na braquiterapia intracavitária, a fonte radioativa é colocada em uma cavidade próxima à localização do tumor, como na braquiterapia vaginal.
Na braquiterapia intersticial, as fontes radioativas são colocadas diretamente no tecido, como na braquiterapia de próstata.
Estes procedimentos algumas vezes precisam ser feitos sob anestesia, às vezes em hospitais e às vezes é necessária a permanência do paciente no hospital. Pacientes com implantes permanentes podem ser privados de algumas atividades ou contatos, mas rapidamente podem voltar à vida normal. Implantes temporários são deixados no pacientes por minutos, horas ou mesmo dias. Enquanto as fontes radioativas estão dentro do paciente ele deve ficar em um quarto semi-isolado.
Braquiterapia de Alta Taxa de dose – HDR à envolve a colocação remota de uma fonte de radiação poderosa, diretamente colocada pelo médico radio-oncologista no tumor através de um tubo ou cateter. Geralmente é feita em várias sessões, uma ou duas vezes ao dia e uma ou duas sessões por semana. O controle da radiação é feito do lado de fora da sala de tratamento. O tratamento é rápido e demora cerca de 20 a 30 minutos. O paciente é liberado para casa após terminado o procedimento.
Braquiterapia de baixa taxa de dose – LDR à envolve uma permanência mais longa da fonte radioativa dentro do paciente. Pode durar dias. A maioria dos pacientes sente algum desconforto devido ao aplicador usado para manter as fontes de radiação dentro do paciente. As sementes de próstata são o procedimento mais conhecido desta forma de radioterapia.
Quando se faz implante permanente, deve-se tomar alguns cuidados por alguns dias, como não ficar muito tempo próximo a gestantes ou crianças. Por outro lado, os implantes temporários não têm nenhuma restrição pois são removidos logo que acaba o tratamento.
Braquiterapia pode ser usada sozinha ou em conjunto com radioterapia externa.

 

EFEITOS COLATERAIS DA RADIOTERAPIA

A maioria dos efeitos colaterais da Radioterapia se limita a área que está recebendo radiação. Por exemplo, uma paciente com câncer de mama pode experimentar irritação leve a moderada na pele da mama que está sendo tratada, já um paciente com câncer de língua pode ter dor para deglutir alimentos, pacientes sendo tratados na região abdominal podem sentir náuseas ou mesmo diarréia. 


Estes efeitos colaterais agudos se relacionam ao dano às células que se dividem rapidamente. Usualmente são efeitos colaterais temporários e podem ser tratados com medicamentos prescritos pelo médico radioterapêuta.


                Os efeitos colaterais geralmente se iniciam na segunda ou na terceira semana do tratamento e podem permanecer até algumas semanas após o término do tratamento. Em algumas situações raras, alguns efeitos colaterais sérios podem se desenvolver, mesmo  após o término da radioterapia. È importante comunicar ao médico radioterapêuta, ou à enfermeira da equipe, qualquer alteração que o paciente julgue relacionada ao tratamento.


O efeito colateral mais comumente relatado por pacientes recebendo Radiação é fadiga. Este  “ cansaço”  pode ser leve ou moderado e é diferente para cada paciente. Também pode estar relacionado com a área que está sendo tratada ou com outros tratamentos concomitantes, como quimioterapia. Os pacientes devem continuar todas as suas atividades diárias, entretanto, às vezes, o tratamento de câncer exige um esforço físico e mental importante do paciente e ele pode se sentir cansado se persistir na sua rotina. Sempre que possível, o paciente deve tentar relaxar e descansar um pouco.


                Cada paciente deve perguntar ao seu médico Radioterapêuta quais os efeitos colaterais que podem aparecer durante e após o seu tratamento especifico. Também é dever do paciente relatar o aparecimento destes efeitos colaterais para serem devidamente tratados pelo médico.

Faça repouso

Muitos pacientes apresentam fadiga durante o período de tratamento, portanto é importante que se faça repouso caso isso seja necessário. Apesar de ser importante o descanso ou redução das atividades diárias, existe evidência de que alguma atividade física durante o tratamento pode ajudar a reduzir a fadiga. Se o paciente tem dúvida em relação a exercícios físicos, deve esclarecê-las com seu médico.

Siga as recomendações médicas

Em muitos casos, os médicos vão prescrever medicamentos ou mesmo fazer recomendações em relação ao tratamento. O paciente deve seguir as recomendações do seu médico. Cada caso deve ser tratado de forma individual, pois pacientes têm sensibilidades diferentes ao tratamento e devem receber recomendações de acordo com suas necessidades.

Faça refeições balanceadas

O paciente deve ter nutrição balanceada durante o tratamento, devendo ingerir alimentos saudáveis e ricos em vitaminas e minerais. Caso seja necessário, recomendações especiais em relação à alimentação serão feitas a fim de evitar o aumento de efeitos colaterais.  O paciente não deve tentar perder peso (emagrecer) durante o tratamento, visto que é necessário aporte calórico adequado e o paciente poderá necessitar de mais calorias do que o usual devido ao câncer e ao tratamento. Pode ser que seja recomendado o uso de complementos alimentares ou mesmo que o paciente passe por avaliação com nutricionista.

Trate a pele exposta a Radiação com cuidados extras

A pele da área que está recebendo o tratamento pode ficar avermelhada e sensível, semelhante à queimadura por sol. O médico radioterapêuta e/ou a enfermeira dedicada á oncologia poderão fazer recomendações específicas em relação aos cuidados da pele. Algumas recomendações são:
                - Limpe a pele diariamente com água morna e sabonete
                - Evite o uso de cremes, perfumes, desodorantes ou talcos na área tratada, exceto quando recomendado ou aprovado pelo médico ou enfermeira. Tente não usar produtos que contenham álcool e perfumes nestas áreas.
                - Evite choques térmicos na região (frio ou calor). Incluindo bolsa de água quente ou de gelo.
                - Evite o sol. Se o paciente necessita sair ao sol, deverá usar chapéu ou roupa adequada para a proteção da pele da região tratada. Após o tratamento use filtro solar.

Procure ajuda

O paciente, bem como familiares, poderá experimentar uma grande carga emocional durante o diagnóstico e o tratamento do câncer. É comum que se sinta ansioso, deprimido, com medo ou desesperançoso. Às vezes ajuda falar de seus problemas e anseios. Procure apoio. Pergunte ao seu médico sobre grupos de ajuda ou profissionais (psicólogos) que possam te ajudar a superar esta fase.

 

 

 


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